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DESCRIÇÃO GERAL: O rio CEIRA nasce na Serra do Açôr, perto da aldeia do Piódão e desagua no Mondego à entrada de Coimbra, depois de acompanhar a última parte do traçado da EN-17 (Estrada da Beira) e passar por várias localidades, como Malhada Chã, Covanca, Porto da Balsa - entre estas duas aldeias forma uma pequena e bonita barragem, a Barragem do Alto Ceira ou da Covanca -, Fajão, Colmeal, Góis, Serpins, Foz de Arouce, etc. Até Góis é um rio estreito, que desce pelas serras "entalado" nas margens - por vezes de escarpas abruptas. Depois de Góis, as margens alargam um pouco, só voltando a estreitar a partir do Pêgo Negro, acompanhando a EN-17 até Coimbra. Atravessa bonitas paisagens, sempre enquadrado por arvoredo e por alguns penhascos rochosos. Óbviamente, o caudal é directamente influenciado pela chuva, e assim, normalmente só apresenta um nível suficiente para ser descido a partir de Outubro podendo, em alguns troços, manter um nível mínimo até Maio. Os percursos sofreram uma alteração na respectiva numeração, resultante de novas descidas que entretanto fomos efectuando a montante. A montante do Percurso 1, existe um troço com 13km e 1% de desnível, desde a Barragem da Covanca (ou do Alto Ceira) até Ponte de Fajão, que não sabemos se será possível ser descido. No entanto, a ser possível, só será navegável quando chova muito.
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Percurso 1: Início - Fajão / Pte. de Fajão (500m alt.) Final - Vale Pardieiro (360m alt.) Distância / Duração / Desnível - 11 Km / 4.30h / 140m (1,27%) Início na Ponte de Fajão, perto da povoação de Fajão. Até Vale Pardieiro, tem dois acessos / saídas: 3km depois do início, na ponte entre as povoações de Mata e Relvas e, 2,5km mais à frente, na ponte de Casal Novo (420m alt.) que corresponde ao ponto médio (em distância) do percurso. A primeira metade do percurso, mais difícil, tem um desnível de 1,45% (vence 80m) enquanto que a segunda tem 1,1% (vence 60m) embora se desenvolva num leito mais encaixado e mais profundo, sem acessos até Vale Pardieiro. De todos os percursos
do Ceira descritos nesta página, este é o que apresenta maior pendente e
o mais difícil, especialmente a primeira metade. Exige muita água para ser navegável,
especialmente nos 3km iniciais, até à Ponte de Mata, que têm muitas
pedras e é a parte mais difícil. Em condições normais (caudal
médio / alto, para cobrir as pedras) esse troço será certamente um
Cl.IV(5), muito técnico - tipo Ribª da Loriga - e com algumas passagens
que se podem tornar perigosas. As fotos são todas deste troço. O percurso termina em Vale Pardieiro. Chegados à entrada do túnel, por onde passa quase toda a água do rio, fica-se com duas hipóteses: "acarta-se" com os barcos pelos 500m de leito (em ferradura) praticamente seco que se seguem até à saída do túnel do outro lado da encosta e aí sobe-se o carreiro até ao cimo do monte (onde existe acesso automóvel), ou atravessam-se os 100m de túnel, de kayak, que terminam numa queda com uns 2.5m de altura para chegar mais rapidamente à base desse carreiro. Quando descemos este percurso (ver Diário de Bordo 2006), havia pouca água e optámos por atravessar o túnel de kayak. Dessa vez correu tudo bem, mas não sabemos como será numa situação de caudal mais elevado, especialmente na parte final, no salto, onde não convém deixar-nos arrastar para a direita (o melhor caminho é mesmo pelo meio) pois a recepção é um bocado entalada entre rochas... Por precaução, há que montar segurança à saída do túnel.
Percurso 2: Início - Vale Pardieiro (350m alt.) Final - Colmeal (330m alt.) Distância / Duração / Desnível - 5 Km / 2h / 20m (0,4%) Início na zona de recepção da queda de água formada pela descarga do túnel que atravessa a encosta, sob Vale Pardieiro. Há que descer uma encosta (bastante íngreme) até ao rio. É um percurso bonito, que me pareceu bastante fácil - mesmo imaginando-o com mais água do que aquela com que o fiz no Enkontro do Ceira 2006 - pois tem pouca pendente, não apresentando muitos obstáculos, rápidos ou saltos. Necessita de um caudal razoável para ficar interessante e navegável. Final no açude do Colmeal, antes da ponte (boa saída pela margem direita).
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Percurso 3: Início - Colmeal (330m alt.) Final - Candosa (300m alt.) Distância / Duração / Desnível - 4,5 Km / 1,30h / 30m (0,66%) Início na praia fluvial do Colmeal, começando por se saltar o açude antes da ponte. O percurso, bonito, continua sem grandes obstáculos ou rápidos dignos de nota, tal como acontece no percurso anterior. Sensivelmente a meio, surge o obstáculo mais difícil e característico, talvez um dos "ex-libris" dos percursos aqui descritos: o famoso salto da "Cortada", anunciado com (pouca) antecedência por um brusco estreitamento do leito e por uma pequena ponte que atravessa o rio precisamente por cima do salto! Este salto, com pouca água, deve ser feito pela direita obrigando a uma inesperada trajectória em "S" (atenção aos barcos maiores que podem aqui ficar encravados...). Com mais água talvez seja possível fazê-lo mais "a direito" e pela esquerda. Convém parar antes (não muito fácil se houver bastante caudal), fazer o reconhecimento e até montar segurança.
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Percurso 4: Início - Candosa (300m alt.) Final - Cabreira (260m alt.) Distância / Duração / Desnível - 5 Km / 2.00h / 40m (0,8%) De
todos os percursos do Ceira que já desci (2, 3, 5 e 7), na minha opinião
este é o mais interessante e bonito, com uma pendente que já nos oferece
alguma emoção, vários rápidos e saltos para todos os gostos (alguns a
exigir alguns cuidados ou mesmo uma portagem) que, mesmo com pouca água,
é divertido de descer. Inclui até um túnel! É
um percurso relativamente estreito e com margens por vezes
bastante altas e íngremes. Para quem conhece, é muito parecido com a Ribª do
Alvôco, da
Barriosa a Vide, mas ainda melhor, mais “animado”. Recomendo vivamente esta descida! O percurso seguinte é muito parecido com este, mas apresenta mais zonas planas e tem o problema dos acessos (leiam a descrição seguinte).
Percurso 5: Início - Cabreira (260m alt.) Final - Góis (180m alt.) Distância / Duração / Desnível - 11 Km / 4.00h / 80m (0,72%) No mesmo dia em que fiz o percurso anterior, desci igualmente este, mas não recomendo que façam o mesmo, pois resulta numa descida um pouco longa (16km) e, da Cabreira a Góis não há saída ou acessos. É
muito parecido com o percurso 4, mas pareceu-me ter mais zonas planas (tem
ligeiramente menos pendente), além de que 8 km depois do início existe
uma barragem, bastante velha e degradada - num local com margens muito altas, quase verticais, com muito arvoredo e sem um
simples carreiro à vista - que retém e redirecciona a água (por dentro
da serra) para
uma pequena central hidroeléctrica, 1km a jusante, depois de uma longa
curva do rio, ou seja, depois dela e durante esse quilómetro, há que
arrastar os barcos durante 1h por cima das pedras e entre o matagal que
entretanto havia crescido. No
entanto, este troço apresenta uma pendente mais
acentuada e, quando haja muita água e boa parte dela consiga passar sobre
o paredão da barragem, deverá apresentar bons rápidos, algo técnicos. Chegados
à central hidroeléctrica, a água é devolvida ao rio (verificámos
que não existiam
estradas que possibilitassem o acesso automóvel) e continuamos até Góis
(2km depois).
O
desembarque faz-se em Góis, na margem esquerda da praia fluvial antes da
ponte e do açude em rampa.
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Percurso 6: Início - Góis (180m alt.) Final - Vila Nova do Ceira (antes do açude - 160m alt.) Distância / Duração / Desnível - 5 Km / ? / 20m (0,4%) |
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Percurso 7: Início - Vila Nova do Ceira (antes do açude - 160m alt.) Final - Serpins (antes da ponte, junto à praia fluvial - 110m) Distância / Duração / Desnível - 8 Km / 2,30h / 50m (0,62%) Com início na margem direita antes do açude, é um percurso bonito. Sensívelmente a meio, passa por uma pequena garganta, entre duas escarpas rochosas, verticais. Com um bom caudal, surgem muitos rápidos e ondas pois não existem demasiados açudes (o maior é o do início). |
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Percursos seguintes: Início - Serpins (antes da ponte, junto à praia fluvial - 110m alt.) Final - Coimbra (foz no Mondego - 25m alt.) Distância / Duração / Desnível - 28 Km / ? / 85m (0,3%) Até ao cruzamento da EN.17 para Foz de Arouce, perto do Pego Negro, 10km a jusante de Serpins, o Ceira ainda apresenta uma pendente média de 0,6% (vence 60m). Mas nos restantes 18km, até Coimbra, perde muita pendente e será um percurso muito calmo, com apenas 0,3% de pendente (vence apenas 25m). Nunca descemos estes troços.
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. Pedro Carvalho ( tlm: 967062711 E.mail: kompanhia@clix.pt ) Ultima actualização: 14/03/2007 |
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